segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Na lavanderia...

        Não posso dizer que como filha eu era muito caprichosa, na verdade, fugia de ajudar em casa como o diabo da cruz. Obviamente como namorada que fim de semana pernoitava na casa da sogra, melhorei um pouquinho, mas não deixei de ser quem sou. Nem acho que deveria. O fato é que casando ou eu entrava na linha ou o mundo da sogra me engoliria. Não me entendam mal, adoro minha sogra e me dou muito bem com ela. Acontece que é normal toda casa ter seu andamento e quem chega (no caso eu) precisa se adaptar. Sou de gênio difícil, não ia dobrar facilmente. Então fui aos poucos...
        A primeira missão difícil de esposinha foi lavar roupa! Sim, pra muitos é a coisa mais normal do mundo. Mas, era algo exclusivamente da minha mãe. E agora? Agora é apelar pro bom senso, não me fingi de expert, e tendo minha sogra mais perto que minha mãe, além da máquina ser dela, perguntei como usava. O básico eu já sabia - separar as cores escuras, colocar do avesso, colocar até a marca da água. Depois de umas explicações bem simples: aqui o sabão em pó (no nosso caso líquido, e gostei bastante!), o amaciante (minha mãe não usava, eu também acho besteira na maior parte das roupas, as vezes num edredom ou toalhas, fora isso não precisa) e ali o alvejante (quando for só roupa branca, mas também não se faz necessário). Mostrou mais ou menos a quantidade, e além do mais, pra isso acho que é preciso sentir, na cozinha mesmo adoro "imaginar" a quantidade ideal.
        Chegou a hora! Confesso que dei uma rezadinha e coloquei primeiro roupas não tão importantes, claro que não queria manchar nem estragar nada, mas precaução não é demais. E não é que deu certo? Tenho lavado toda a semana (isso já dá mais de 8 maquinadas) e até agora tudo ok! Ou seja, lição desta experiência: é preciso arriscar! E boa sorte!

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